“Simão, o hospedeiro, fora influenciado pela crítica de Judas à dádiva de Maria, e surpreendeu-se do procedimento de Jesus. Seu orgulho farisaico ofendeu-se. Sabia que muitos de seus hóspedes estavam olhando a Jesus com desconfiança e desagrado. Simão disse no seu interior: “Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que Lhe tocou, pois é uma pecadora.” Luc. 7:39.” (DTN, 566)
“O Perscrutador do coração lera os motivos que deram lugar ao ato de Maria, e viu também o espírito que instigara as palavras de Simão. “Vês tu esta mulher?” disse-lhe. É uma pecadora. Digo-te “que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama”. Luc. 7:47.
A frieza de Simão e sua negligência para com o Salvador mostravam quão pouco apreciava a bênção que recebera. Julgava honrar a Jesus, convidando-O à sua casa. Mas viu-se então como na realidade era. Enquanto pensara ler seu Hóspede, Este o estivera lendo a ele. Viu quão justo era o juízo de Cristo a seu respeito. Sua justiça fora um vestido de farisaísmo. Desprezara a compaixão de Jesus. Não O reconhecera como representante de Deus. Ao passo que Maria era uma pecadora perdoada, ele era um não perdoado pecador. A rigorosa regra de justiça que quisera impor contra ela, condenava-o a ele próprio.” (DTN, 657)
Que mudança!!! O tamanho ou a quantidade dos pecados não importa. O que importa é o encontro do amor de JESUS com a necessidade de perdão do pecador. Quando isso acontece, nada mais segura o processo de transformação de um pecador em santo servo de DEUS. Essa era uma pecadora prostituta endemoninhada. Caso perdido às vistas do homem.
Embora sua situação, em sua necessidade, indigna aos olhos de todos, sem nenhuma permissão, não sendo convidada, mas rejeitada, motivo de sedução e também de condenação, o que ela fez? No desespero de sua situação, sentindo sua indignidade, sem senso de oportunidade, mas somente no desejo de ser perdoada, foi, ungiu JESUS, lavou Seus pés com suas lágrimas de arrependimento, enxugou com seus cabelos pois esquecera a toalha; mais tarde, fiel, permanecera junto à cruz, ajudou a ungir o corpo do Salvador para a sepultura e foi dentre as primeiras pessoas a recebê-Lo ao ressuscitar. Que mudança!!!
Pode alguém assim ser condenado? Como o amor age corretamente!!! Como obtém resultados além da compreensão pela racionalidade humana! Se pôde mudar uma mulher como esta, pode mudar qualquer um de nós, não importa, se melhores ou piores que ela foi.
Conclusão
A mulher pura é símbolo da igreja verdadeira. “O termo “Babilônia” é derivado de “Babel” e significa confusão. É empregado nas Escrituras para designar as várias formas de religião falsa ou apóstata. Em Apocalipse, capítulo 17, Babilônia é representada por uma mulher – figura que a Bíblia usa como símbolo de igreja, sendo uma mulher virtuosa a igreja pura, e uma mulher desprezível, a igreja apóstata.” (GC, 381).
Pense, o que simboliza a mulher pura! A Igreja de CRISTO. Veja: ela ama incondicionalmente a JESUS; une-se a Ele cada vez mais; cuida dos filhos; ensina o amor; é bela e atraente; é recipiente do amor; preserva e perdoa; atrai o mundo para a transformação; é perseguida por satanás; é serva vencedora pelo seu marido JESUS; JESUS morreu por essa mulher; JESUS buscará a mulher; JESUS a ama incondicionalmente; nós estamos no ventre dessa mulher; a mulher é a igreja de JESUS.
Impressionante o amor entre marido e esposa. Não só ilustra como replica o amor de DEUS pelo Seu povo, Suas criaturas. “Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seu próprio marido” (1 Pedro 3:5)
O amor se submete à confiabilidade de um marido que a ama. Isso não é uma submissão como a palavra dá a entender entre mundanos. É a entrega ao amor, não à tirania, para que se unam no poder desse amor, e se tornem felizes aqui e na eternidade. A submissão aqui é a força da unidade no contexto do amor. Assim a igreja se une ao Salvador. Aqui está um mistério: quando a mulher se submete em sua beleza ao marido na sua força, essa força, pela atração da beleza do amor da mulher, torna-se submissa, e a ama incondicionalmente, vindo até a morrer pela mulher! Isso só a sabedoria do alto pode explicar! (Mas que é lindo, isso é!).
Informações sobre o cumprimento profético
Expectativa ansiosa
Há em Mateus cap. 24 (e em outros lugares) uma lista de fatos que assinalam a época da segunda vinda de JESUS. Ali menciona o surgimento de falsos cristos e falsos profetas (Mat. 24:5, 11 e 12 e 24-26); imoralidade como nos tempos de Noé e de Ló (Mat. 24:37-39; Luc. 17:26 e 27; Gên 6:5 e 6); do ceticismo dos escarnecedores (II Ped. 3:3 e 4; Judas 18 e 19); do prazer nas coisas mundanas (II Tim. 3:4); de crimes, violência e corrupção (Mat. 24:12); de guerras e rumores de guerras (Mat. 24:6 e 7; Luc. 21:25); do risco de auto-destruição do planeta (Apoc. 11:18 e II Ped. 2:12); da poluição ambiental e degeneração do planeta (Isa. 24:3 e 4; 51:6); terremotos (Mat. 24:7); da revolta da natureza (Luc. 21:11 e 25); do colapso econômico (Tiago 5:1-5; II Tim. 3:1); da paz e segurança (I Tess. 5:3); da pregação do evangelho a todo o mundo (Apoc. 14:6 e 7).
Pois bem, exceto o último sinal, e o penúltimo nem tanto, os demais sempre houveram, desde o dilúvio, e alguns até antes do dilúvio (violência, guerra, imoralidade…). Então, como sabemos que agora eles indicam a brevidade da volta de JESUS? Isso é simples. No reino de satanás, são essas coisas que se devem esperar, não só nos últimos dias. São conseqüências da falsa adoração, ou seja, da falta de amor. Mas há algo que deve ser considerado: no fim dos tempos, é evidente que todas essas cosias se acentuarão muito, pois satanás, no desespero ante o seu fim, agirá com muito mais intensidade. Ou seja, é o cenário da última batalha antes do milênio, a pior de todas as batalhas. Todas as forças do mal, assim como as do bem, entrarão em cena. Assim, essas cosias que vem acontecendo ao longo da história, agora se tornam em intensidade máxima, e acontecem todas ao mesmo tempo. É isso que indica a brevidade da volta de JESUS.
Sikberto Renaldo Marks | marks@unijui.tche.br